domingo, 15 de maio de 2011

Bom Pastor - IV Domingo da Pascoa



Pastores, guias dos irmãos

Falar hoje dos “pastores” da Igreja não é fácil, devido às incrustações históricas que deformam as perspectivas e as mentalidades, mesmo entre os fiéis. Restituir aos pastores e as suas funções na Igreja a verdade e a autenticidade é tarefa urgente hoje.
O papa, pastor supremo, ainda é visto em muitos ambientes como um chefe político, um diplomata, a expressão de um monolitismo e de um absolutismo ultrapassados. Importa apresentá-los como o centro de unidade e coesão da Igreja, o que realmente é.
O bispo não é um solene dignitário, um alto funcionário do espírito, distante e separado do seu rebanho; é o centro de unidade da Igreja local, o mestre e pai da família diocesana.
O pároco e os sacerdotes empenhados no ministério pastoral não são burocratas e funcionários a quem nos dirigimos para por em dia as nossas “práticas”, não são altas personagens a quem se recorre para obter cartas de recomendação, nem distribuidores de esmolas ou de sacramentos. São acima de tudo “pastores” totalmente dedicados a seu povo, a quem servem com amor, respeito e dedicação total.
Delegada a alguns homens, a autoridade na Igreja não se pode ser mais do que sinal do governo do Senhor: não é absoluta; é uma autoridade que está em relação com o Cristo ressuscitado. A obediência do cristão é uma obediência de fé, oferecida ao Senhor, reconhecido nos sinais vivos, isto é, nas pessoas que dirigem a Igreja.
(Missal Dominical)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Coroação de Nossa Senhora de Fátima





13 de maio


Celebramos a memória de Nossa Senhora de Fátima, que apareceu aos tres pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco, no ano de 1917. O Santuário de Fátima é lugar de grande peregrinação, onde o povo celebra sua fé, escutando a palavra de Deus e celebrando o mistério redentor de Cristo. Valem para nós cristãos, as palavras de Maria, nas Bodas de Caná; "Façam tudo o que meu Filho lhes disser" . Louvemos, pois, a Mãe de Deus, sob o título de Nossa Senhora de Fátima.


A Santa Missa das 19 horas na nossa paróquia, foi encerrada com uma homenagem a Nossa Senhora de Fátima - a imagem foi coroada pelo nosso vigário Pe. Ricardo que recebeu a coroa da jovenzinha Amanda.


domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Mães

As mães que participaram das celebrações de hoje tiveram várias surpresas. Todas receberam rosas, algumas foram sorteadas e receberam um doce presente e uma delas foi escolhida para coroar a imagem de Nossa Senhora de Fátima em cada celebração.
Abaixo fotos das celebrações:







quinta-feira, 3 de março de 2011

I Jornada Liturgica

I Jornada Liturgica
da Paróquia Nossa Senhora da Assunção


A Pastoral de Liturgia
convida para
I JORNADA LITÚRGICA PAROQUIAL
que será no dia 12 de março de 2011, sábado,
no Instituto Mater Coeli, no horário de 8 às 17h30m.

Sua participação é muito importante para o crescimento desta pastoral.

“ Importa que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30)


A jornada é direcionada para os agentes da Pastoral Litúrgica, mas está aberta para os demais membros das outras pastorais que desejarem participar da mesma. O número de vagas é limitado e as inscrições podem ser feitas com os coordenadores das equipes de celebração dominical.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mensagem do Papa Bento XVI para Quaresma 2011


«Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes»

(cf. Cl 2, 12)

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).

1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.

O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 10-11). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.

Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.

2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.

O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.

O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.

O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.

O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».

Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.

O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.

3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).

No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.

Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.

Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.

Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

Vaticano, 4 de Novembro de 2010

BENEDICTUS PP XVI


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2011, com o tema «Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12). O texto foi apresentado hoje pela Santa Sé.

http://www.zenit.org/article-27319?l=portuguese

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Papa pede esforço para chamar novos padres

Mensagem de Bento XVI para

Dia Mundial de Oração pelas Vocações



Cidade do Vaticano, 10 Fev (Ecclesia) – Bento XVI apelou às comunidades católicas de todo o mundo para que assumam o “compromisso de promover as vocações” para o sacerdócio e a vida consagrada.

Na mensagem para o 48.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, hoje divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé, o Papa admite que esta proposta “pode parecer demasiado difícil” num tempo em que “a voz do Senhor parece sufocada por «outras vozes»”.

Segundo Bento XVI, “é importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu «sim» a Deus e à Igreja”.

O próximo Dia Mundial de Oração pelas Vocações vai ser celebrado a 15 de Maio, quarto domingo de Páscoa no calendário litúrgico da Igreja Católica, tendo como tema «Propor as vocações na Igreja local».

“É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional”, escreve o Papa, desejando que os adolescentes e jovens possam amadurecer “uma amizade genuína e afectuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica”.

“Entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmo”, diz Bento XVI.

A mensagem papal indica que “a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros” e "a abertura ao amor de Deus” permitem encontrar “a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações”.

“«Propor as vocações na Igreja local» significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida”, pode ler-se.

A última edição do «Anuário Estatístico da Igreja», publicação oficial da Santa Sé, revelava que entre 2000 e 2008 o número de sacerdotes se manteve quase estável, com um ligeiro aumento de 0,98% motivado pela dinâmica da Ásia e África (mais 23,77% e 31,09%, respectivamente).

Nesse período, a Igreja passou a ter mais padres diocesanos (de 265 mil para 274 mil) e menos sacerdotes de ordens e congregações religiosas (de 139 mil para 135 mil).

A Europa perdeu 15 930 padres (diocesanos e religiosos) em oito anos, uma quebra de 7,63% que atinge números mais significativos quanto aos candidatos ao sacerdócio (menos 21,15%).

Bento XVI diz que “as vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contacto constante com o Deus vivo e de uma oração insistente”.

Aos bispos, o Papa pede cuidado na escolha dos “dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia”.

Bento XVI defende ainda uma “distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo”, tendo em atenção as regiões onde faltam padres para responder às comunidades católicas.

Em conclusão, o Papa deixa uma palavra de estímulo aos que podem dar um contributo na “pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores”.


http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=84220

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nossa Senhora de Lourdes - Santa Missa


Maria Bernarda Soubirius, Santa Bernardete, teve uma grande experiencia mística, favorecida pelas apariçòes de Nossa Senhora, no ano de 1858. Desde então permanece a grande mensagem de Lourdes: amor à Eucaristia, apelo à conversão, à oração e à caridade. A aceitação dos sofrimentos em união com Cristo , por parte dos doentes, a doação constante de tantos jovens aos pobres e sofredores, as orações intensas são compreensíveis à luz da Eucaristia, que tem sempre o primeiro lugar em Lourdes.

Abaixo fotos das Santas Missas: 7h30m, presidida por Mons. Valdir, na Matriz Histórica e às 19h, presidida por Pe. Ricardo, na Matriz Auxiliar.

Dia Mundial do Enfermo

Igreja celebra Dia Mundial do Doente
Apelos contra a solidão e a marginalização de quem enfrenta as situações mais graves nas preocupações da comissão portuguesa

Lisboa, 11 Fev (Ecclesia) - A Igreja Católica celebra hoje o Dia Mundial do Doente, este ano concentrada particularmente na questão da solidão, seguindo a orientação deixada por Bento XVI na sua mensagem para esta ocasião para que ninguém seja “esquecido ou marginalizado”.

“Se cada homem é nosso irmão, tanto mais o fraco, aquele que sofre e aquele que precisa de cuidados no campo da saúde deve estar no centro da nossa atenção, para que nenhum deles se sinta esquecido ou marginalizado”, escreve o Papa.

Em Portugal, a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde (CNPS) adoptou como lema da celebração «Acompanhar a pessoa doente, um desafio para o cristão».

O coordenador nacional da CNPS, padre Vítor Feytor Pinto, explica à ECCLESIA que “a primeira coisa” que é necessária neste campo é o “acompanhamento global” da pessoa doente, oferecendo “elementos de companhia” e não apenas tratamentos médicos.

“Seja quem for, merece da parte dos cristãos uma presença e não o desprezo da solidão, porque o drama maior do homem contemporâneo é a solidão”, alerta.

Um documento publicado no site oficial da CNPS fala numa “sociedade onde se multiplicam leis a excluir os que são incómodos”, alertando que “o abandono e, até, a eutanásia, começam a ser uma escolha estranha, perante os doentes mais graves”.

“Ao cristão é pedida uma presença continuada que contrarie o isolamento, abra as portas ao jogo de afectos, indispensável à qualidade de vida”, pode ler-se.

Na sua mensagem para o Dia Mundial do Doente, Bento XVI afirma que uma sociedade que não aceita as pessoas que sofrem e não é “capaz de contribuir mediante a compaixão, para fazer com que o sofrimento seja partilhado” é uma sociedade “cruel e desumana”.

“A medida da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com aquele que sofre”, assegura.

O Papa convida a reflectir sobre o tema «pelas suas chagas fostes curados», numa alusão às feridas provocadas pelas crucifixão e morte a Jesus, como forma de ver, com esperança, os males que afligem a humanidade.

“Ressuscitando, o Senhor não tirou o sofrimento e o mal do mundo, mas venceu-os na raiz. À prepotência do mal opôs a omnipotência do seu amor”, pode ler-se.

Bento XVI recorda a sua visita a Turim, em Maio de 2010, e a paragem diante do Santo Sudário, para dizer que muitas vezes a Paixão, a Cruz de Jesus parecem ser a negação da vida.

“A Cruz é o sim de Deus ao homem, a expressão mais alta e mais intensa do seu amor e a fonte donde brota a vida eterna”, explica

O Papa dirige uma saudação aos que se dedicam “a cuidar e a aliviar as chagas de cada irmão ou irmã doentes, nos hospitais ou casa de cura, nas famílias”.

“Nos rostos dos doentes, sabei ver sempre o rosto dos rostos: o de Cristo”, apela.

O Dia Mundial do Doente é celebrado anualmente pela Igreja Católica na festa litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, que assinala as aparições a Bernardette Soubirous, em 1858, as quais levaram a um movimento de oração e caridade com atenção particular aos que estavam em situação de doença.

http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=84244

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

São Brás

3 de fevereiro de 2011

São Brás nasceu de uma família nore e recebeu educação cristã. Vivendo entre o final do século III e início do século IV, foi uma das últimas vítimas das persiguições romanas. Foi nomeado bispo de Sebaste, na Turquia, quando era ainda muito jovem. Seu culto bastante popular deve-e à bênção da garganta em lembrança de um milagre qua a tradição lhe atribui, por ter salvo uma criança sufocada por ter engolido uma espinha de peixe. Diz-se também que, quando estava na prisão, ganhou velas para iluminar a escuridão. Morreu decapitado. Que por sua intercessão sejamos protegidos por Deus dos perigos nesta vida.

Abaixo fotos das celebrações: 7h30m presidida por Monsenhor Valdir e 19h por Pe. Ricardo.
















quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

APRESENTAÇÃO DO SENHOR


2 de fevereiro de 2011
A festa daApresentação do Senhor encerra as celebrações natalinas, e, com a oferta da Virgem Maria e a profecia de Simeão no templo de Jesusalém, abre-se o caminho da paixão de Cristo rumo à Pascoa. Maria começa seu caminho de dor, presente na profecia de Simeão: "Uma espada traspassa-te-á a alma". A Páscoa de Cristo é a grande luz que iluminará nossa humanidade, e traz o pleno sentido de nossa existencia, pois fomos feitos para o infinito. Quem só aprendeu aolhar a terrra, também precida ser iluminado pela luz que vem do céu, e descobrir o infinito amor de Deus. Deixe a luz do céu entrar para ficar em sua vida!

Abaixo, fotos da celebração das 7h30m presidida pelo Monsenhor Valdir e das 19 horas, presidida por Pe. Ricardo.



domingo, 30 de janeiro de 2011

Subsídio para Jornadas Diocesanas da Juventude

Setor Juventude lança subsídio para a realização das Jornadas Diocesanas da Juventude em todo o Brasil

Fruto do trabalho de jovens representantes das várias expressões eclesiais da juventude de todo o Brasil, o subsídio Jornada Diocesana da Juventude 2011 - “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Cl 2,7) tem como objetivo criar uma caminhada de formação e preparação para um novo tempo de evangelização da juventude brasileira.

Esse será o primeiro texto de uma coleção produzida para ajudar os jovens a caminhar em unidade pastoral, temática e celebrativa com a Igreja que, em diferente partes do mundo, vivencia a diversidade na celebração da unidade pelas Jornadas Diocesanas da Juventude (JDJ).

O subsidio, que será lançado pelas Edições CNBB, foi elaborado sob a coordenação de dom Eduardo Pinheiro e de padre Carlos Sávio Ribeiro, respectivamente bispo referencial e assessor nacional do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A assessoria aos jovens foi feita pelo estudioso das Jornadas Mundiais da Juventude, Erofilho Cardozo, e pela assessora do Setor Universidades da CNBB, irmã Maria Eugênia Lloris.

O material de 2011 visa ajudar os jovens a se prepararem para a celebração da JDJ e tem como subtítulo o tema da Jornada Mundial da Juventude, que acontece em Madri, na Espanha, no mês de agosto. O texto dá dicas e sugestões para essa preparação, abrindo espaço para a criatividade e a adaptação às realidades dos jovens. O documento propõe a realização de três encontros: um enfocando o relação pessoal com Jesus Cristo, outro dedicado à vivência do jovem na Igreja e outro voltado à atuação do jovem cristão na sociedade.

São apresentadas sugestões práticas para que a juventude possa conhecer a profundidade das mensagens bíblicas e experimentar a riqueza da espiritualidade celebrada nas jornadas e testemunhar o amor de Cristo no mundo hoje.

O subsídio Jornada Diocesana da Juventude 2011 pode ser adquirido direto no site das Edições CNBB, pelo telefone (61) 2193-3019 e pelo e-mail vendas@edicoescnbb.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Missa de Envio - Novos Seminaristas

Novos Seminaristas da nossa Paróquia


No dia 24 de janeiro, às 20h, na Igreja Matriz Histórica de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio foi celebrada a Santa Missa de Envio dos vocacionados Adriano José Ferreira da Silva e Patrick B. Azeredo, presidida pelo nosso Pároco Monsenhor Valdir Mesquita e concelebrada pelo nosso Vigário Paroquial Pe. Ricardo Mota.
A celebração contou com a presença de familiares, amigos e membros da comunidade que, emocionados, testemunharam a consagração e o envio dos jovens que tanto se dedicaram ao serviço na nossa comunidade.
Em seu discurso o vocacionado Patrick agradeceu a todos que os ajudaram e partilhou um pouco do que é a vida de um vocacionado.
“ ... Aqui, diante do trono da Rainha do Céu e da minha Vocação, mais uma vez vivo um momento importante na minha vida! O envio não é uma despedida, é uma certeza do auxílio do céu sobre aqueles que não têm mérito algum sobre a vida que passam a ter. O passado fica aqui, morre como um grão de trigo neste Altar, e daqui em diante os meus olhos só avistarão o céu, a eternidade, a qual deverei anunciar sem medo algum. Que Deus me dê forças! Que a Virgem Maria e toda a corte celeste me acompanhem hoje e sempre. Amém.”
Os vocacionados Adriano e Patrick estão indo para a Congregação Divino Mestre, em Brasília, onde ao lado de D. João Terra irão escrever a história de um instituto novo e promissor.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

HORÁRIO DAS MISSAS


IGREJA MATRIZ AUXILIAR

SÁBADO 16h - Missa para as Crianças (Março a Novembro)
SÁBADO 20h - Missa para os Jovens
DOMINGO 8h30m - Santa Missa
DOMINGO 18h - Santa Missa
DOMINGO 20h - Santa Missa


IGREJA MATRIZ HISTÓRICA

SEGUNDA-FEIRA 7h30m
TERÇA-FEIRA 7h30m e 19h
QUARTA-FEIRA 7h30m e 19h
QUINTA-FEIRA 7h30m e 19h
SEXTA-FEIRA 7h30m e 19h


Segunda 2ª feira do mês – Missa Votiva do Espírito Santo – 19h30m na igreja matriz histórica

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dia Mundial das Comunicações


Dia Mundial das Comunicações Sociais 2010


"O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra" é o tema escolhido por Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2010.
A Mensagem para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais se dirige especialmente aos sacerdotes, neste Ano Sacerdotal e após a celebração da 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.
O pontífice os convida a "considerar os novos meios como um poderoso recurso para seu ministério a serviço da Palavra e quer dirigir uma palavra de alento para enfrentar os desafios derivados da nova cultura digital".
Assim indica um comunicado do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais que anuncia o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé hoje, festa dos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.
"Se os novos meios forem conhecidos e avaliados adequadamente, podem oferecer aos sacerdotes e a todos os agentes de pastoral uma riqueza de dados e conteúdos que antes eram de difícil acesso, e facilitam formas de colaboração e de crescimento de comunhão impensáveis no passado", explica o Conselho Pontifício.
O comunicado destaca que, "graças aos novos meios, os que pregam e dão a conhecer o Verbo da vida podem chegar, com palavras, sons e imagens - verdadeira e expressiva gramática da cultura digital - a indivíduos e a comunidades inteiras de todos os continentes".
Isso permite "criar novos espaços de conhecimento e de diálogo e chegar a propor e realizar itinerários de comunhão".
"Se forem usados sabiamente, com a ajuda de especialistas em tecnologia e cultura da comunicação, os novos meios podem converter-se, para os sacerdotes e para todos os agentes de pastoral, em um válido e eficaz instrumento de verdadeira e profunda evangelização e comunhão", indica.
E deseja: "Serão uma nova forma de evangelização, para que Cristo chegue e, diante das portas das nossas casas, diga novamente: ‘Vede que estou à porta e chamo; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, comerei com ele e ele comigo'".
O comunicado também recorda que "a principal responsabilidade do sacerdote é anunciar a Palavra de Deus feita carne, homem, história, convertendo-se, assim, em sinal dessa comunhão que Deus realiza com o homem".
A eficácia deste ministério requer, portanto, que o sacerdote viva uma relação íntima com Deus, radicada em um amor profundo e em um conhecimento vivo das Sagradas Escrituras, "testemunho" escrito da Palavra divina.
Em 2009, o Dia Mundial das Comunicações Sociais foi dedicado ao tema "Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade".
Em sua mensagem para aquela ocasião, o Papa convidava "todos os que empregam as novas tecnologias da comunicação, em especial os jovens, a utilizá-las de uma maneira positiva e a compreender o grande potencial desses meios para construir laços de amizade e solidariedade que possam contribuir para um mundo melhor".
O Dia Mundial das Comunicações Sociais é a única celebração mundial convocada pelo Concílio Vaticano II e é realizado em quase todos os países do mundo no domingo precedente a Pentescostes.


MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 44º DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
«O sacerdote e a pastoral no mundo digital:
os novos meios ao serviço da Palavra»

Queridos irmãos e irmãs!
O tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais – «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra» – insere-se perfeitamente no trajecto do Ano Sacerdotal e traz à ribalta a reflexão sobre um âmbito vasto e delicado da pastoral como é o da comunicação e do mundo digital, que oferece ao sacerdote novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra. Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contacto com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.
A tarefa primária do sacerdote é anunciar Cristo, Palavra de Deus encarnada, e comunicar a multiforme graça divina portadora de salvação mediante os sacramentos. Convocada pela Palavra, a Igreja coloca-se como sinal e instrumento da comunhão que Deus realiza com o homem e que todo o sacerdote é chamado a edificar n’Ele e com Ele. Aqui reside a altíssima dignidade e beleza da missão sacerdotal, na qual se concretiza de modo privilegiado aquilo que afirma o apóstolo Paulo: «Na verdade, a Escritura diz: “Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido”. […] Portanto, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como hão-de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?» (Rm 10,11.13-15).

domingo, 23 de maio de 2010

Mordomos do Espírito Santo



FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO


A festa do Divino, como hoje é realizada em nossa Paróquia, teve origem em Portugal, ainda na época da Monarquia. O rei não podendo ir todas às vezes visitar as Ilhas da madeira, Cabo Verde, etc. durante as festas, enviava o Imperador da Coroa, que ia em seu lugar, levando a Coroa para representá-lo.
Nessas ocasiões, que eram de muitas festas, essas colônias portuguesas recebiam o Imperador da Coroa ornamentadas com bandeiras e fitas espalhadas nas comunidades.
Desse fato, a tradição da Igreja aproveitou para transformar a Coroa em Coroa do Cristo Rei, encimada pela Pomba, símbolo do Espírito Santo. As bandeiras e fitas espalhadas nas comunidades passaram então, a serem símbolo do Espírito Santo também.
É importante salientar que as bandeiras passaram a ter também, a Pomba como símbolo do Espírito Santo, no alto de seus mastros e a cor vermelha, lembrando o fogo, a forma como o Espírito Santo se apresentou aos apóstolos, reunidos com Maria no Cenáculo no dia de Pentecostes. A outra forma como ele se apresentou foi como Pomba no Batismo de Jesus por João Batista, mas Ele se apresenta de muitas outras formas, o importante, entretanto, é lembrarmos sua presença constante entre nós, e por isso pintarmos a figura da Pomba nas bandeiras.
As fitas de diferentes cores que faziam parte da ornamentação passaram então a representar os diversos dons do Espírito Santo e foram colocadas nos mastros das bandeiras.
É necessário ressaltar que a Coroa, as bandeiras e as Fitas são símbolos do Espírito Santo, e não o próprio Espírito Santo. São diferentes, portanto, da Hóstia Consagrada, que é o próprio Corpo de Cristo.
A Bandeira é como se fosse a Bandeira do Brasil, não é o Brasil, mas representa o Brasil, da mesma forma esta Bandeira Vermelha não é o Espírito Santo, mas O representa.
À Hóstia Consagrada nós devemos adorar, mas aos símbolos do Espírito Santo devemos ter veneração e respeito, como a nossa Bandeira Brasileira.
Atualmente em nossa Paróquia a tradição permanece existindo. As bandeiras visitam não só o centro da cidade, mas também as casas das comunidades, dos bairros mais afastados, levadas pelos casais de mordomos. Anualmente, no domingo de Pentecostes é sorteado pelo pároco o Imperador da Coroa, entre os mordomos. O Imperador novo deixa então de ser mordomo, e o antigo Imperador não faz mais parte do grupo. Um novo mordomo é então indicado para mordomo com a provação do pároco, para completar o grupo
Essa tradição da Festa do Divino foi trazida pelos imigrantes portugueses inclusive para Cabo Frio.

PENTECOSTES



A ressurreição de Cristo foi princípio de renovação, de vida nova, para todos os homens e as coisas: uma primavera espiritual.
Os cinqüenta dias do Tempo Pascal – da Páscoa a Pentecostes – são marcados pela alegria profunda dos nossos corações, que é fé na ressurreição do Salvador e fidelidade renovada ao nosso batismo, no qual somos co-ressuscitados com Cristo; o canto do Aleluia, que ressoa repetidamente na liturgia, manifesta o júbilo deste período.
Com o Domingo de Páscoa “Ressurreição do Senhor” tem início o Tempo Pascal, que se prolonga por cinqüenta dias até o Domingo de Pentecostes. No quadragésimo dia depois da Páscoa se celebra a Ascensão do Senhor.
Pentecostes, do grego, pentekosté, é o qüinquagésimo dia após a Páscoa. Comemora-se o envio do Espírito Santo à Igreja. A partir da Ascensão de Cristo, os discípulos e a comunidade não tinham mais a presença física do Mestre. Em cumprimento à promessa de Jesus, o Espírito foi enviado sobre os apóstolos. Dessa forma, Cristo continua presente na Igreja, que é continuadora da sua missão.
A origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14), dia de alegria e ação de graças, portanto, uma festa agrária. Nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19, 1-16). No Novo Testamento, Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, estavam reunidos para a celebração do Pentecostes judaico. De acordo com o relato, durante a celebração, ouviu-se um ruído, "como se soprasse um vento impetuoso". "Línguas de fogo" pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas.

Podemos notar a importância de Pentecostes nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos". O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão.
Pentecostes é a celebração da efusão do Espírito Santo. Os sinais externos, descritos no Livro dos Atos dos Apóstolos, são uma confirmação da descida do Espírito: ruídos vindos do céu, vento forte e chamas de fogo. Para os cristãos, o Pentecostes marca o nascimento da Igreja e sua vocação para a missão universal.

A solenidade de Pentecostes tem, como na Páscoa, duas Missas: a primeira “na vigília”, na tarde precedente (sábado); a segunda “no dia” de Pentecostes, que tem um só esquema de leituras, cantando a seqüência própria após a segunda leitura. A Vigília de Pentecostes é a preparação para a vinda do Espírito Santo, que comunica seus dons à Igreja nascente.

Pentecostes é, portanto, a coroação da Páscoa de Cristo. Nele, acontece a plenificação da Páscoa, pois a vinda do Espírito sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos.

O Espírito Santo realiza a plenitude da Páscoa de Cristo por meio da Igreja. Impelidos pela força de Jesus ressuscitado e pela fé, os Apóstolos partem para sua missão no mundo.

Novena Pentecostes - Programação



NOVENA DE PENTECOSTES - 2010




“Enviai Senhor o Vosso Espírito e renovais a face da terra”





SEXTA FEIRA – 14/05 – Matriz Histórica
07:30 – Santa Missa
18:45 - Abertura da Novena com a cerimônia da Bênção e colocação do mastro, em seguida, procissão para Matriz.
Liturgia – TODOS MOVIMENTOS – PASTORAIS - COMUNIDADES

SÁBADO – 15/05
19:45 – Novena e Santa Missa
Liturgia – PASTORAL DA JUVENTUDE – PASTORAL UNIVERSITÁRIA

DOMINGO – 16/05
08:30 – Santa Missa
17:45 – Novena e Santa Missa
Liturgia – CURSILHO - COROINHAS - CATECUMENATO
20:00 – Santa Missa

SEGUNDA FEIRA – 17/05
07:30 – Santa Missa
18:45 – Novena e Santa Missa
Liturgia – P. DA AIDS – P. DA SOBRIEDADE – P. SAÚDE - P. TERCEIRA IDADE

TERÇA FEIRA – 18/05
07:30 – Santa Missa
18:45 – Novena e Santa Missa
Liturgia – ECC – PAST. FAMILIAR – PAST. NOIVOS – PAST. SEGUNDA UNIÃO

QUARTA FEIRA – 19/05
07:30 – Santa Missa
18:45 – Novena e Santa Missa
Liturgia – EQUIPES DE NOSSA SENHORA – LITURGIA – P. DA CRIANÇA

QUINTA FEIRA – 20/05
07:30 – Santa Missa
18:45 – Novena e Santa Missa
Liturgia – ACÓLITOS – MESC – RCC – CPP

SEXTA FEIRA - 21/05
07:30 – Santa Missa
18:45 – Novena e Santa Missa
Liturgia – ISS – VICENTINOS – P. S.O.S. – LEGIÃO MARIA – ORDEM FRANCISCANA SECULAR – DISPENSÁRIO – OBRA DO BERÇO – AP. MÃE PEREGRINA – P. DA RESSURREIÇÃO

SÁBADO – 22/05 - ENCERRAMENTO DA NOVENA E VIGÍLIA DE PENTECOSTES
19:45 – Novena - Santa Missa – Vigília de Pentecostes (Adoração ao Santíssimo Sacramento)
Liturgia – DÍZIMO – BATISMO – CATEQUESE – PERSEVERANÇA – COMUNICAÇÃO


DOMINGO – 23/05 – DIA DE PENTECOSTES – Matriz Histórica
09:00 – Saída da Procissão para a Matriz nova com a participação do casal imperador, mordomos, das figuras representativas da festa e da “Folia do Divino”;
09:30 – Missa Solene
Almoço da Unidade Paroquial – no Real Festas
18:00 – Santa Missa
20:00 – Santa Missa


Obs.: Convite para o almoço – na secretaria paroquial ou com o ECC.






Oração ao Divino Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo!
Enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito,
e tudo será criado.
E renovareis a face da terra.
Oremos:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis
com a luz do Espírito Santo,

fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito

e gozemos sempre da Sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém!



Veni Creator

Vinde, ó Espírito Criador!
Oh vinde, Espírito Criador,
as nossas almas visitai
e enchei os nossos corações
com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor
do Deus excelso o dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor,
a unção divina e salutar.
Sois doador dos sete dons,
e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós,
por nós seus feitos proclamais.
A nossa mente iluminai,
os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai,
qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli,
e concedei-nos vossa paz,
se pela graça nos guiais,
o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador
por vós possamos conhecer.
Que procedeis do seu amor
fazei-nos sempre firmes crer.

Jubileu da Arquidiocese

No dia 22 de maio, a Arquidiocese de Niterói comemora o Jubileu de Ouro, no Ginásio Dom Bosco do Colégio Salesiano, às 09:30h, em Santa Rosa, Niterói. O Arcebispo Metropolitano, Dom Frei Alano Maria Pena, OP, presidirá a celebração eucarística e concelebrará com o Bispo Auxiliar, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz.
Nesta cerimônia, a Cúria festeja com os paroquianos e os sacerdotes do Vicariato Episcopal de Niterói, Vicariato Episcopal Alcântara, Vicariato Episcopal Lagos, Vicariato Episcopal Região Oceânica, Vicariato Episcopal Rural e Vicariato Episcopal São Gonçalo, este momento histórico e a consolidação do trabalho apostólico e itinerante da Igreja de Cristo.
Também acontecerá o lançamento do livro “Arquidiocese de Niterói Jubileu de Ouro” do historiador e professor, Salvador Mata e Silva, que escreveu neste projeto, uma pequena bibliografia dos Arcebispos Dom Antônio de Almeida M. Junior (1960-1979); Dom José Gonçalves da Costa, C.S.S.R. (1975-1990); Dom Carlos Alberto Etchandy Gimeno Navarro (1990-2003) e Dom Alano.


CARTA circular do Jubileu de Ouro

Niterói, 1° de março de 2010
Caríssimos Irmãos Presbíteros, Diáconos permanentes, Religiosos e Religiosas, Leigas Consagradas, Seminaristas e Fiéis Católicos de todas as nossas Paróquias e Capelas,
Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!
Com grande alegria S. Excia. Dom Roberto Francisco e eu dirigimos a todos vocês esta Mensagem convocatória para as festivas celebrações do Jubileu de Ouro da criação da nossa Arquidiocese de Niterói.
Há 50 anos o saudoso Papa, beato João XXIII, pela Bula Pontifícia “Quandoquidem Verbis”, de 26 de março de 1960, elevava a então Diocese de Niterói a Arquidiocese, criando, também, uma nova Província Eclesiástica, integrada pelas Dioceses de Petrópolis, Campos dos Goytacazes e Nova Friburgo.
Estas celebrações jubilares devem oferecer-nos, a todos nós que pertencemos à Arquidiocese de Niterói, uma especial ocasião de recolher na memória todo um caminho de evangelização, conduzido por fiéis e dedicados pastores, com a generosa colaboração de presbíteros, diáconos, religiosos e fiéis leigos engajados na pregação do Reino em nossa região. Evocamos com emoção as venerandas figuras dos três primeiros Arcebispos: Dom Antônio de Almeida Moraes Júnior, Dom José Gonçalves da Costa, CSsR, e Dom Carlos Alberto Etchandy Gimeno Navarro. Uma história de graça, de fidelidade, de alegria e entusiasmo pastoral. Uma história também marcada pelas sombras do pecado, dos limites e fragilidades humanas. Uma história de uma Igreja santa e pecadora. Uma história em que a graça de Deus veio semeando conversões e vitórias, conquistas pastorais e implantação de pastorais e movimentos cheios de vitalidade e de esperança. E neste contexto podemos destacar, com ação de graças e louvor, a consolidação do nosso Seminário Arquidiocesano de São José e a instalação do nosso Instituto Filosófico-teológico no mesmo Seminário, marcado pela firme orientação tomista.
A memória desta caminhada de 50 anos, porém, não pode reduzir-se a um mero “recordar fatos e pessoas”. O Jubileu é sempre, na perspectiva bíblica, o tempo de retomar um caminho de vida com renovadas perspectivas, um “relançar as redes”, diríamos, nas águas mais profundas do “hoje” de nossa realidade eclesial, dinamizando a ação evangelizadora rumo ao “amanhã” que vem vindo com todos os seus desafios e expectativas.
Neste sentido, convém destacar a importância da 2ª Assembleia Arquidiocesana que se realizará em 17 de abril vindouro, e que nos oferecerá o Plano de Pastoral Arquidiocesano para os próximos anos.
Caríssimos Irmãos e Irmãs, não é difícil perceber como estas celebrações jubilares fazem apelo a um intenso clima de renovação espiritual, pelo estudo da Palavra de Deus, sua meditação e pela oração.
Determinamos, por isso, que a partir de agora, em todas as nossas Paróquias, Capelas e Comunidades, especialmente no final das Missas dominicais, seja rezada a Oração para o Jubileu de Ouro da Arquidiocese.
Determinamos, ainda, que todas as pastorais e movimentos, especialmente o Setor da Juventude, sejam motivados a refletir sobre o sentido de “retomada intensa” da missão evangelizadora que está presente no coração do Jubileu.
Divulgue-se ao máximo o Logotipo do Jubileu e seja divulgado também o Hino do Jubileu, cuja letra devemos ao talento de nosso prezado Mons. João Alves Guedes e cuja música devemos ao inspirado músico Dr. Anderson Borges, da Paróquia S. Judas, em Icaraí.
Na linha de uma conversão espiritual mais profunda, determinamos a divulgação de uma especial INDULGÊNCIA PLENÁRIA, que será solicitada ao Santo Padre, para os fiéis que tendo se confessado e participado da Comunhão Eucarística, ofereçam as preces do Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai nas intenções do Santo Padre. O período para esta Indulgência irá até ao dia 22 de Maio, data das celebrações litúrgicas do jubileu.
Como o dia 26 de março, data do Jubileu de Ouro de nossa Arquidiocese, cai em plena Quaresma, julgamos oportuno, pastoralmente, transferir as celebrações para o Tempo Pascal, de júbilo e de festa, tendo ficado determinada a data de 22 de maio, Vigília do Domingo de Pentecostes.
Imploramos à Virgem Auxiliadora, nossa Padroeira, juntamente comSão João Batista, que nos obtenham de Deus a graça de uma intensa renovação espiritual na preparação e celebração do jubileu de Ouro, de modo a sermos uma Igreja viva, fiel ao Senhor Jesus, fiel ao Magistério do Bispo de Roma e em total comunhão com ele.
Concluímos determinando que em todas as Paróquias, Capelas e Comunidades se celebre, com unção e fervor, o Tríduo preparatório para a celebração litúrgica do Jubileu, de acordo com o texto que será logo enviado a todos.
Com fraterna estima, enviamos a todos uma especial bênção,
Em Cristo Jesus, nossa Vida,
+Dom Frei Alano Maria Pena OPArcebispo Metropolitano de Niterói
+Dom Roberto Francisco Ferrería PazBispo Auxiliar de Niterói



Oração para o Jubileu de Ouro
da Arquidiocese de Niterói


Deus de amor e de infinita bondade, Senhor e doador de tudo o que temos e somos, a Vós erguemos nossos corações reconhecidos, para expressar-Vos nossa imensa gratidão pelas inúmeras graças e dons espirituais concedidos à nossa Arquidiocese ao longo destes 50 anos! Nosso hino de louvor, Pai Santíssimo, sobe até ao Vosso Divino Coração, recolhendo a memória do caminho evangelizador conduzido com zelo e edificante dedicação pelos três primeiros arcebispos, com a colaboração de tantos sacerdotes, religiosos, diáconos e consagradas, leigos e leigas, para a glória do Vosso Nome e o bem de tantas almas. Nosso hino de louvor, ó Pai de infinita Bondade, sobe até ao vosso Divino Coração para bendizer-Vos e implorar-Vos a graça de uma profunda renovação de nossos corações, neste Jubileu, a fim de nos tornarmos discípulos verdadeiramente missionários, apaixonados por vosso Filho, Jesus Cristo e conduzidos pelo vosso Santo Espírito na realização de uma corajosa e ardente missão evangelizadora em nosso meio. Pelas mãos da Virgem Auxiliadora e de São João Batista, padroeiros de nossa arquidiocese, depositamos em vosso Divino Coração todas as nossas intenções e necessidades, confiantes na vossa infinita misericórdia.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo.
AMÉM.

domingo, 16 de maio de 2010

Ascensão do Senhor


"Subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai"

"O Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, subiu aos Céus e está sentado à destra de Deus" (Mc 16, 19); "no quadragésimo dia de sua ressurreição subiu aos Céus com a carne em que ressuscitou e com a alma". Ascendeu "por seu próprio poder", poder que tinha como Deus e também poder de sua alma glorificada sobre seu Corpo glorioso. "Aquele que tudo criou, subiu acima de tudo e por seu próprio poder".

"Estar sentado" é uma maneira de dizer que chegou ao respouso que merece como guerreiro vencedor. É a postura do Rei e do Juiz, cheio de poder e majestade.

A Ascensão de Cristo ao Céu, entre outras coisas, nos move a busca sempre as coisas essenciais, que são invisíveis aos olhos do corpo, e que são aquelas coisas que não passam e não morrem: "Aspirai as coisas do alto onde está Cristo... provai as coisas do alto, não as da terra", dizia o apóstolo São Paulo aos primeiros cristãos (Col 3, 1-2). A Ascensão do Senhor deve nos encher de inabalável esperança, já que nos assegurou: "Na casa do meu Pai há muitas moradas... Eu lhes prepararei um lugar... Voltarei novamente e vos levarei comigo, para que onde eu estou estejais também vós" (Jo 14, 2-3). Somos cidadãos do Céu! (Fl 3, 20). E como os apóstolos, que após a Ascensão ficaram "olhando para o céu", devemos ter "o olhar fixado nEle..." (At 1,10).
A direita do Pai "Sentou-se à direita da Majestade nas alturas" (Hb 1, 3), segundo São João Damasceno refere-se à "glória e honra da divindade", ou seja, significa que Cristo reina junto com o Pai e, além disso, tem o poder judicial sobre vivos e mortos. O saber que o Senhor está junto do Pai deve nos fazer crescer, de maneira imensurável, nossa confiança nEle: "Tudo posso naquele que me conforta" (Fl 4,13), deve dizer um jovem junto com São Paulo e com ele também aquela outra expressão de confiança total: "Sei em quem me confiei!" (2 Tm 1,12).

Catecismo da Igreja Católica

sexta-feira, 14 de maio de 2010

São Matias

14 do maio
Matias é um nome freqüente entre os hebreus e quer dizer “dom de Deus”.

É o apóstolo que recebeu como dom o grande privilégio de ser agregado aos Doze, tomando o lugar vago deixado pela deserção de Judas Iscariotes.

A sua eleição foi mediante sorteio, após a Ascensão do Senhor, pela proposta de Simão Pedro, que em poucas palavras fixou os três requisitos para o ministério apostólico: pertencer aos que seguiam Jesus desde o começo, ser chamado e enviado: “É necessário, pois, que, destes homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu no meio de nós, a começar pelo batismo de João até ao dia em que nos foi arrebatado, haja um que se torne conosco testemunha de sua ressurreição.”
Matias esteve portanto constantemente próximo a Jesus desde o início até o fim de sua vida pública. Testemunha de Cristo e mais precisamente razão de ser do cristianismo. Matias portanto viveu com os onze o milagre de Páscoa e poderá com todo o direito anunciar Cristo ao mundo, como espectador da vida e da obra de Cristo “desde o batismo de João.” Também a segunda e a terceira condições, ser divinamente chamado e enviado, estão claramente expressos pela oração do colégio apostólico: “Senhor, tu que conheces o coração de todos, mostra qual destes dois escolheste para ocupar neste ministério e apostolado, o lugar que Judas abandonou para seguir o seu destino”.

A eleição de Matias por sorteio pode causar-nos espanto. Tirar a sorte para conhecer a divina vontade é um método muito conhecido na Sagrada Escritura. A própria divisão da terra prometida foi mediante sorteio; e os apóstolos julgaram oportuna a conformidade com esse costume. Entre os dois candidatos propostos pela comunidade cristã, José filho de Sabá, cognominado o Justo, e Matias, a escolha caiu sobre este último.

O novo apóstolo, cujo nome brilha na Escritura somente no instante da eleição, viveu com os onze a fulgurante experiência de Pentecostes antes de encaminhar-se, como os outros pelo mundo afora a anunciar “a glória do Senhor.”
Nada se sabe de suas atividades apostólicas, nem se morreu como mártir ou de morte natural, pois as narrações a seu respeito pertencem aos escritos apócrifos. À tradição da morte por decapitação com um machado se liga o seu patrocínio especial aos açogueiros e carpinteiros. Sua festa celebrada por muito tempo a 24 de fevereiro, para evitar o período quaresmal foi fixada pelo novo calendário a 14 de maio, data certamente mais próxima do dia da sua eleição.